Hoje
são poucas as pessoas que não fazem parte de alguma rede
social no âmbito pessoal ou profissional. Elas a utilizam cada
vez mais, divulgando informações importantes a respeito
de si mesmas. As empresas estão pegando carona neste processo
para conhecer melhor o candidato antes da contratação.
Todos nós sabemos que, hoje, a maioria das empresas já
realiza seus processos seletivos no meio virtual através de sites
de recrutamento online como a Curriculum, o que deu ao departamento
de RH tecnologias que agilizam e simplificam o processo de contratação.
Com isso tudo, ele vem criando mais intimidade com a Internet.
E ainda pela web, só que agora através das redes sociais,
o RH pode conhecer melhor seus candidatos na fase da seleção.
As entrevistas virtuais já são consideradas um avanço
para o departamento de Recursos Humanos, pois proporcionam um conhecimento
prévio do profissional antes da etapa presencial. Agora as mídias
sociais vêm ajudar a conhecer melhor o candidato e compreender
outras facetas da sua vida: gostos e personalidade, lugares que ele
frequenta, o jeito de se expressar em público, como ele escreve,
preferências, dentre outras informações cada vez
mais valorizadas na hora de buscar o perfil mais adequado à vaga
nos processos seletivos.
Orkut, Facebook, Twitter, entre outras, devem estar na lista das redes
às quais o RH precisa estar atento. “Nessas mídias
há muita informação rica e útil sobre o
perfil comportamental do candidato e que complementa todas as outras
informações tradicionalmente já coletadas em currículos
e entrevistas”, explica o presidente da Curriculum, Marcelo Abrileri.
A gerente de RH da Curriculum, Ludmila Cremonezi, acredita que as redes
sociais facilitam o trabalho de recrutamento e seleção
e passam a fazer um papel de aliado do processo. “Em uma entrevista
pessoal tenho um contato de, no máximo, quarenta minutos com
o candidato. Muitas informações como comportamento, gostos
e preferências são omitidas ou esquecidas, pois é
nesse momento que ele se vende para ser contratado. Alguns dados passam
despercebidos ou são mascarados para ele ganhar pontos com o
selecionador”, acredita a profissional.
O conteúdo encontrado sobre o candidato em um site de relacionamento,
tal como fotos, comunidades das quais a pessoa participa, o que ela
escreve, sua filosofia, o quanto usa de sua liberdade de expressão
e os assuntos com que ela se identifica permite aos recrutadores terem
mais feeling se aquele candidato é adequado à empresa
ou vice-versa. Isso demonstra que a união das informações
obtidas na entrevista presencial com as das redes sociais ajudam a compor
um perfil mais detalhado do profissional, agilizando o processo e ampliando
a eficácia da contratação.
Cremonezi diz também que estas informações são
mais importantes para alguns cargos do que para outros, “mas não
descarto, afinal estou em uma empresa de tecnologia, e isso faz parte
da geração de talentos que queremos atrair. Ter pessoas
que seguem uma linha de raciocínio parecida ajuda a compor um
time de sucesso”, afirma.
Há candidatos que utilizam essas mídias, mas esquecem
alguns critérios, como o bom senso na hora de escolher o que
pode ser publicado sobre si mesmos, gerando uma imagem negativa para
seu marketing pessoal. E as empresas? Também podem utilizá-las
de forma errada? “É sempre necessário ter cautela
com as informações obtidas nestes sites, pois assim como
a boa utilização e a interpretação correta
podem trazer benefícios, a má utilização
ou má interpretação podem fazer você deixar
de contratar um talento”, alerta Marcelo Abrileri. Um exemplo
é utilizar as redes sociais apenas para cadastrar uma vaga. O
selecionador corre o risco de atrair currículos inadequados para
sua caixa de e-mail e, em vez de facilitar, acaba perdendo tempo para
ler todos os dados profissionais recebidos.
O presidente da Curriculum afirma que receber CVs no endereço
eletrônico já é passado, e o recrutamento online
por meio do cadastramento prévio de currículos já
é hoje o melhor método, onde há redução
de tempo e ganho de performance no processo. “O verdadeiro recrutamento
online permite encontrar o candidato dentro do perfil desejado em segundos,
muitas vezes sem a necessidade de anunciar a vaga. Já as mídias
sociais servem como um complemento do processo presencial ou seletivo
e funciona muito bem apenas para as etapas posteriores”, opina
Abrileri.
A audiência em redes sociais como blogs, bate-papos, fóruns
e outros canais de relacionamento, alcançou em fevereiro 31,7
milhões de pessoas no Brasil, o que representa 86,3% dos usuários
ativos, segundo dados do Ibope Nielsen Online. Trata-se do maior índice
entre os dez países onde a pesquisa é realizada. O tempo
médio de navegação por pessoa nessa subcategoria
de conteúdo em fevereiro foi de 4h28min.
Natália Baffatto para o Site Curriculum
(O texto apresentado foi extraído da fonte citada, cabendo a
fonte apresentada o crédito pela mesma).
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