De
todas as atividades de um líder talvez a mais difícil
seja a de identificar e desenvolver colaboradores responsáveis
e comprometidos. Isso, porque as pessoas são diferentes, agem
de formas não previsíveis e, muitas vezes, quase misteriosas.
Não bastasse isso, as constantes mudanças no ambiente
organizacional, decorrentes das mutações dos mercados,
faz com que a procura por novos talentos ou o melhor aproveitamento
daqueles já existentes na empresa seja um desafio contínuo
de seus líderes.
Tem-se
observado que as empresas sentem necessidade de um novo perfil de colaborador.
Os processos vem sendo constantemente modernizados, exigindo do colaborador
um conhecimento e uma postura cada vez mais adequada ao perfil dos clientes.
Para
que se possa amenizar esses efeitos é necessário que o
gestor pense e aja profissionalmente, quando o assunto for gestão
de pessoas. Nossa sugestão é que considere que, independentemente
do serviço que presta ou dos produtos que disponibiliza à
população, o executivo faz a gestão de um negócio.
Portanto, sua empresa deve ter "identidade". Isso significa
que deve ter regras bem definidas e claras para recrutar, selecionar,
desenvolver e permitir o ascenção funcional dos colaboradores.
Esse assunto parece óbvio, mas percebo na prática a dificuldade
que os líderes têm de fazer isso.
Talvez a maior delas será a de buscar um profissional apenas
pela experiência passada que ele possui ou por sua competência
técnica. Os conhecimentos técnicos são importantes,
mas são apenas uma parte das competências necessárias.
É fundamental levar em consideração os aspectos
comportamentais e os conceituais, mesmo porque estes são normalmente
os mais demorados para serem desenvolvidos.
Finalmente,
é preciso pensar no futuro. Contratar alguém apenas para
realizar um trabalho já existente no momento é muito pouco.
É preciso avaliar a "vida útil" desse colaborador,
ou seja, até que ponto ele poderá ocupar outras posições
dentro da empresa, ou simplesmente ficará obsoleto e terá
que ser desligado à primeira mudança. Indivíduos
com capacidade de desenvolver novas competências importantes ao
tipo de negócio da organização terão uma
vida útil mais longa nela.
Arnaldo Piegel, Diretor da A. PIEGEL Soluções Corporativas,
Abril de 2007
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