GESTÃO DE CUSTOS EM CARTÓRIOS
Os Titulares que exercem a atividade notarial e registral devem fazê-la de forma exclusiva não podendo exercer qualquer outro tipo de função.
A dedicação exclusiva, por pressuposto, deve ter a condição de gerar receitas que sejam compatíveis com o nível de despesas para manutenção da infraestrutura necessária ao bom desempenho da função, da responsabilidade social e da responsabilidade que assumem frente à sociedade e à sua subordinação.
A experiência e o tempo têm mostrado que o segmento precisa rever conceitos para poder gerir o seu negócio de forma a obter ganhos de escala para superar as adversidades.
Nesse sentido há que se reavaliar custos e torná-lo um diferencial estratégico, que é o grande desafio que precisa ser vencido.
MUDANÇA COMEÇA NA VISÃO
Existem dois fatores que permitem a determinação do preço a ser cobrado por um produto ou serviço. O interno e o externo. No interno podemos atuar implementando um gerenciamento nos processos, otimizando-os. No externo, muitas vezes ficamos à mercê de aceitação do mercado ou por imposições.
Comparativamente aos preços praticados pelas empresas onde, muitas vezes o preço de determinado produto é imposto pelo mercado, para os Cartórios, os valores cobrados pela prestação de serviço está atrelada a uma Tabela de Emolumentos. Sua alteração deve ser objeto de aprovação pelo Tribunal de Justiça do Estado e Assembléia Legislativa do Estado do Paraná.
Portanto, diante dos fatos, o primeiro passo tem por objetivo implementar metodologia de gerenciamento de custos permitindo identificar onde se encontram os gargalos e agir sobre eles e otimizar os resultados.
O segundo passo está na mudança de postura do quadro funcional quanto ao uso dos recursos – equipamentos, espaços, telecomunicações, papelaria, com vistas a otimizar seu uso.
O terceiro passo é implantar um plano de contas introduzindo centros de custos que permitam avaliar os resultados por áreas de negócios. O resultado de cada área de negócio vai permitir ampliar a análise dos resultados e atuar diretamente nos custos.
O quarto passo é uma avaliação mensal dos resultados obtidos de forma a atingir índices que sejam compatíveis com o resultado esperado.
Em resumo, é possível rever os processos internos e a utilização dos recursos de forma a conhecer o efetivo custo gerado para o desenvolvimento dos diferentes trabalhos oferecidos pelos Cartórios, que é resultado da eficiência operacional.
“Então, se temos no custo um fator que pode ser otimizado internamente e no valor fixado para a prestação de serviços questões externas aos Cartórios – com fatores iguais para todos as Serventias – nada mais estratégico do que trabalhar no que pode ser mudado e trazer resultados efetivos”.
Arnaldo Piegel, Diretor da A. PIEGEL Soluções Corporativas
