"Quem
já passou por tempestades no mar revolto sabe que o final de
todo peso-morto num barco naquelas condições é
ser lançado às águas".
A nossa experiência tem demonstrado que existe uma participação
mútua nessa relação. Ao gestor cabe dar o caminho.
Aqui nos defrontamos com a questão da comunicação.
Muitos gestores não são claros aonde querem chegar, ou
seja, concluem que os colaboradores sabem. Outro sintoma observado é
a falta de treinamento. Podemos citar ainda que a qualidade dos profissionais
em qualquer nível tem sido cada vez mais baixa. É preciso
mudar esse conceito. Essa é a obrigação do gestor.
O investimento realizado retorna multiplicado, através da participação,
da contribuição, da iniciativa e da melhoria de atendimento
ao cliente.
O colaborador, por sua vez, precisa entender que nenhuma empresa existe
por si. Ela só se transforma num ser vivo, dinâmico e produtivo,
através das pessoas. Na medida em que as pessoas atinjam a sua
realização e o atendimento às suas necessidades,
as empresas obtêm o resultado esperado. Essa postura implica participar
de modo constante, entusiasmado e voluntário nos planos, projetos
e no desenvolvimento do trabalho, não importando que dimensões
ou importância sejam atribuídas a eles. Isso se torna mais
verdadeiro e necessário quando os tempos são de crise
de empregabilidade, como atualmente.
Pode-se observar nas empresas, sobretudo naquelas de cultura familiar,
conservadora ou paternalista, uma tendência geral de boa parte
dos colaboradores de esperar que o principal executivo tire da cartola
a solução mágica dos problemas organizacionais
e assim, sozinho, resolva a crise para a felicidade geral de todos.
A partir dessa expectativa, ninguém mais pensa, ousa ou toma
iniciativa. Exatamente como no antigo núcleo familiar, onde o
patriarca tinha de resolver sozinho os problemas da prole...
Nossa mensagem vale para todo e qualquer profissional que faça
parte de uma coletividade organizacional e que não tem na iniciativa
seu ponto forte. Numa empresa, todos são responsáveis
pelos resultados e pela solução dos problemas, independentemente
do cargo que exerçam.
Portanto, convém aos colaboradores jamais condicionar o seu comportamento
na empresa ao dos demais colegas. Que faça a sua parte sem se
deixar influenciar pelo vizinho.
Arnaldo Piegel, Diretor da A. PIEGEL Soluções
Corporativas, Março de 2007
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