A
experiência adquirida no desenvolvimento de trabalhos de assessoria
nos tem demonstrado que existe uma crise gerencial nas empresas de todos
os portes. Via de regra, os dirigentes culpam os funcionários
como sendo a parte principal dos problemas. Porém o que se tem
notado é que o problema está nos dirigentes. Senão
vejamos:
1. É comum observarmos que os líderes estão mais
preocupados com os assuntos particulares do que com processos de trabalho.
Aliás, poucos têm o preparo ou o conhecimento sobre processos
de trabalho e do funcionamento da cadeia produtiva interna.
2. Existe uma falta de controle na execução dos serviços
realizados.
3. Existe uma falta de planejamento e de informações da
onde se pretende chegar. Em sendo desconhecido pelo público interno,
estes, apenas realizam o básico.
4. Existe uma falta de desenvolvimento das pessoas tanto tecnicamente
quanto administrativamente.
5. Cria-se um distanciamento entre os líderes e os funcionários,
transformando-os, simplesmente, empregados. Deixa de existir o envolvimento
das pessoas com o negócio.
6. Existe uma falta de planejamento das tarefas e, muitas vezes, por
não saber fazer. Isso demonstra que o crescimento profissional
das pessoas é deficiente.
Esta
postura torna cada vez mais crônica a crise gerencial observada
dentro das empresas e os efeitos vêm se tornando cumulativos e
extremamente danosos para a gestão das empresas.
É
importante ressaltar que existe uma mudança contínua nos
hábitos, nas necessidades, nos serviços, nos produtos,
na tecnologia enfim, em tudo aquilo que nos cerca. E o que temos observado?
É que a visão da maioria dos empresários não
tem se modificado. Observa-se sim, uma inversão de valores que
parece não ter limites. Analisando esse processo, hoje, o mesmo
parece não ter volta. E mais, não sabemos que mudanças
esse processo causará na gestão das empresas.
É
preciso rever, urgentemente, esse processo para que as empresas possam
crescer e se desenvolver dentro de um novo formato de gestão.
É preciso, também, modificar a zona de conforto das partes
envolvidas, sejam os empresários, os líderes ou os funcionários.
O colaborador que não sabe lidar com pessoas e processos não
pode ser um gerente.
Arnaldo Piegel, Diretor da A. PIEGEL Soluções Corporativas,
Janeiro de 2007
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